Juros Compostos: Como Funcionam e Por que São os Mais Importantes das Finanças
Entenda de uma vez por todas a diferença entre juros simples e compostos, como calcular manualmente e use nossa calculadora para simular qualquer cenário de investimento ou dívida.

O que são juros compostos?
Juros compostos são juros calculados sobre o valor acumulado — ou seja, você paga (ou recebe) juros sobre os juros anteriores. É por isso que dívidas de cartão de crédito crescem tão rápido, e também por isso que investimentos de longo prazo rendem tanto.
Juros simples vs. compostos: a diferença na prática
Em juros simples, os juros são calculados sempre sobre o valor original (principal). Em juros compostos, cada período os juros são adicionados ao saldo, e o próximo cálculo considera esse novo total. Com o tempo, a diferença é enorme.
- Juros simples: R$ 1.000 a 2% ao mês por 12 meses = R$ 1.240
- Juros compostos: R$ 1.000 a 2% ao mês por 12 meses = R$ 1.268,24
- A diferença parece pequena em 1 ano, mas cresce muito em prazos maiores
- Em 10 anos (120 meses): simples = R$ 3.400 / compostos = R$ 10.765
A fórmula dos juros compostos
M = C × (1 + i)^n — onde M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa de juros por período e n é o número de períodos. A potência é o que faz toda a diferença: ela representa o efeito acumulativo dos juros sobre juros.
Use nossa calculadora de juros compostos para simular qualquer cenário: investimentos, financiamentos ou dívidas. Basta informar capital, taxa e prazo.
Por que os juros compostos são chamados de 'oitava maravilha do mundo'?
A frase é atribuída a Albert Einstein (ainda que sem comprovação histórica definitiva), mas a ideia é real: com o tempo, pequenas taxas geram resultados impressionantes. Investir R$ 500 por mês durante 30 anos a 0,8% ao mês resulta em cerca de R$ 1 milhão — sem nunca ter aportado mais de R$ 180 mil no total.
Quando os juros compostos jogam contra você
O mesmo mecanismo que faz seu dinheiro crescer também faz dívidas explodirem. O cartão de crédito rotativo cobra em torno de 15% ao mês — isso significa que uma dívida de R$ 1.000 pode passar de R$ 5.000 em apenas 12 meses sem nenhum pagamento. Por isso, quitar dívidas de juros altos é sempre prioridade antes de investir.